corre, menina!

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A idade tem me transformado numa pessoa preguiçosa. Apesar de sempre ter sido uma criança/adolescente/semi adulta muito ativa, estou tendo muitos momentos de marasmo na ”’vida esportiva””. Por desânimo, preguiça, falta de tempo ou qualquer outra desculpa que caiba.

Uma das desculpas é até boazinha, meu signo. Meu áries com ascendente em áries (eu juro que sou legal apesar disso, galera) me faz mudar de ideia e enjoar das coisas com uma certa facilidade. Por isso, eu já fiz natação, vôlei, jazz, sapateado, ballet, acrobacia em tecido, krav magá, academia, pilates, yoga, entre outras atividades físicas. Muitas dessas, eu fiz nos últimos cinco anos.

Mas a minha “arianiedade” também faz com que eu me envolva nas atividades e crie alguns objetivos e desafios pessoais. Quando voltei para as aulas de jazz, aos 23 anos, estava super desengonçada e sem alongamento, mas topei o desafio de subir no palco e me apresentar com uma coreografia ensaiada por apenas 4 meses. Foi vergonhoso, mas eu me diverti muito! No krav magá também fiz questão de, pelo menos, tirar a faixa amarela e durante meses eu só falava nos treinos, movimentos e no mestre Kobi.

São esses objetivos que fazem a atividade física ficar legal e interessante.

Com a rotina meio agitada (olha a desculpa) dessa vida de repórter que escolhi, acabei tomando uma decisão de me matricular numa academia que tem aulas de funcional e pilates. Acontece que eu acordo às 6h30 da manha com o único objetivo de ~ queimar calorias ~ e isso me estimula pouco.

Então, para me animar, tomei uma decisão muito importante nesta vida: vou começar a correr. Tipo, correr meesmo. Provas, maratonas e todas essas coisas que eu julgava pra caramba. Não vou mentir que durante muito tempo eu acordava de ressaca morta no domingo e ficava vendo aquela galera no instagram que às 9h já tinham corrido dez quilômetros. E eu indo fazer cappuccino em pó ås 13h…

Em março deste ano, com estímulo dos colegas de trabalho e do nosso chefe, corri a primeira prova da minha vida, a Meia Maratona de São Paulo. Foram só 5km, meu tempo foi longe de ser bom, mas foi massa chegar até o fim. Na noite anterior eu quase desisti porque não queria passar vergonha. Ainda bem que não fiz isso.

De lá pra cá não consegui correr mais nenhuma, por causa das agendas meio malucas. Mas com as temperaturas subindo, eu me animei e me inscrevi em uma prova no dia 23 de agosto. Também serão 5 km, mas eu espero terminar com um tempo melhor.

Espero conseguir treinar direitinho nas próximas semanas e vou falar por aqui como está o processo todo. Já li umas entrevistas com aqueles casos de superação maravilhosos ex-obesos, ex-fumantes, com 75 anos que começaram a correr aos 50 e rodaram o mundo atrás de maratona pra ver se me inspira e estou bem otimista. Falta escolher uma playlist boa, deixar de mimimi e mentalizar que ‘‘todo mundo pode correr”. Quem sabe não volto aqui com ~ dicas para correr ~ sendo bem amostrada? (e com uma barriga de tanquinho pfv).

Por enquanto, eu tou mais pra Phoebe mesmo, mas já entrei num site aqui pra procurar aquelas pochetes de braço pra colocar o celular – que já tem aplicativos de corrida.

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recebendo amor, sol e calorias

No começo do mês eu recebi visitinhas bem especiais aqui no meu quarto e a gente fez alguns programas legais na cidade. Como é muito difícil me tirar da cama/sofá quando eu não estou no trabalho, aproveito sempre as visitas para pensar em atividades paulistanas e em lugares para comer, óbvio. Além de duas grandes amigas, que para facilitar nossas vidas têm o mesmo nome (Luiza com z), meu namorado também veio, eba! E o melhor: eles trouxeram o sol, desde então a temperatura aqui subiu pra 22-25º e eu nunca estive tão feliz!

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Na sexta-feira a gente resolveu ficar em casa mesmo e preparamos um jantar daqueles ”simples, mas delicioso”, harmonizado com bons vinhos de 25 reais. Para entradinha eu fiz uma pastinha de grão de bico, também conhecida como hummus, com torradas, queijinhos e castanhas. Aqui, abro um adendo sobre o hummus, que sempre foi um tira-gosto amado, mas que tinha cara de ser difícil de fazer e eu nunca testava. Um belo dia eu apenas cozinhei o grão de bico, dei uma refogada com cebola, joguei no liquidificador com sal e azeite e descobri que o mundo está em minhas mãos. (Às vezes eu compro o grão de bico pronto, foi mal, Bela Gil)

A janta foi a boa e velha massa, para sujar poucas panelas e ajudar a dona de casa aqui. Eu e uma das Luizas fizemos um molho de tomates frescos e muita, muita abobrinha. (Em algum post falarei desta minha obsessão culinária chamada abobrinha)

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No sábado, eu e Paulo já tínhamos planejado um café da manhã dos obesos deuses e no dia anterior eu comprei nutella, frutas e ingredientes para panqueca e brigadeiro. Costumo fazer uma receita bem normal de panqueca e caprichar no recheio, mas confesso que da próxima vêz vou tentar incrementar a massa. Essa aí foi a básica: 1 ovo, 1 xícara de leite, 1 xícara de farinha de trigo, pitada de sal e joga tudo no liquidificador. (Parece que eu jogo coisas demais no liquidificador, né? Mas é tão fácil)

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tava mais gostosa que bonita, juro

gordice level hard

gordice level hard

O passeio da tarde foi em um evento que rolou na Casa Crasso, um espaço colaborativo e criativo que abriga empresas descoladas e bacaninhas. O espaço é ótimo e estava rolando uma feirinha com expositores variados e um deles era amigo nosso, Pedro, criador da P de Pimentas.

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deliciosas p de pimentas!

as deliciosas P de Pimentas!

A minha preferida foi a Holy Jalapeño, saborosa e picante na medida certa. Indico demais!

Depois demos uma passeada na Vila Madalena e paramos para comer empanadas e tomar cerveja. À noite, eu e Paulo fomos no Eataly! Estava doida para conhecer, pois já tinha ido ao de Nova York e acho uma ideia que dá muito certo. Fiquei impressionada com o tamanho do lugar. Mas achei os produtos caros, só vale a pena comprar se for algo que você goste muito e não consiga achar em lugar nenhum aqui no Brasil. Escolhemos o restaurante de pizzas e massas e esperamos 1 hora e 40 minutos para conseguirmos uma mesa, mas eu juro que passou muito rápido porque o lugar tem muitas distrações e também aproveitamos para tomar uns bons chopps no último andar, que tem uma espécie de bar.

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o meu

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o de mozão

Eu pedi uma massa recheada com mussarela de búfala, molho de tomate e manjericão. Paulo escolheu um tagliatelle ao ragu de ossobuco. Ambos maravilhosos!

No domingo, depois de muita e muita preguiça fomos dar uma passeio no Minhocão, um dos lugares que mais tem a cara de São Paulo e que agora fica fechado aos domingos para carros e motocicletas. É um dos meus cantinhos preferidos atualmente e depois eu discorro sobre o tema com mais calma.

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selfinha no minhocão

Foi um desses fins de semana deliciosos que deixam a gente com vontade de ter uma vida lazer, só comendo e fazendo passeios ao ar livre. Mas o bom é que a listinha de lugares para conhecer só aumenta nessa cidade, então, aguardo visitas que me façam sair de casa, hein?!